Afinal a minha depressão o que é?

(Deveria ter começado com uma introdução, explicar o que acontecera, mas... Se não escrever, nunca mais começo e lá vai o objetivo e mais uma tarefa que fica procastinada no tempo...)

Distimia!
É um transtorno mental que vem descrito no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), e que de forma resumida da seguinte forma (de acordo com a wikipédia, mas que acho que me encaixo perfeitamente nela):

"A distimia apresenta uma série de características típicas: baixa energia e motivação, baixa auto-estima e incapacidade de encontrar satisfação nos afazeres do dia-a-dia. Ela, na forma leve, pode resultar em pessoas que evitam o stresse para assim evitar oportunidades de falharem. Em casos mais severos, a pessoa pode se afastar de toda atividade diária. Essas pessoas geralmente encontram prazer em atividades e passatempos pouco usuais. O diagnóstico de distimia pode ser difícil devido à natureza subtil dos sintomas e os pacientes muitas vezes podem escondê-los em situações sociais, tornando desafiador para os outros detectarem seus sintomas. Adicionalmente, a distimia ocorre frequentemente junto a outros distúrbios psicológicos, o que acrescenta um nível de complexidade na determinação da presença de distimia, particularmente porque há geralmente uma sobreposição dos sintomas dos transtornos. (...) O comportamento suicida também é um problema particular em pessoas com distimia. (...)" (e acho que me posso dar por feliz, por apenas me enquadrar nestes parâmetros)

Ao fim de cerca de ano e meio entre "o meu amigo" Escitalopram (que os abandonei  à 18 dias - contanto desde 30 de abril de 2018, sábado) entre outros ansioliticos/antidepressivos e as consultas de psicoterapia (que passaram a ter uma periodicidade maior - uma consulta a cada duas semanas). Foi-me deixado um "input" que me fez despertar a curiosidade, ir pesquisar e descubrir que o que afinal me parecia uma depressão afinal é algo crónico, com que terei que saber viver com isso e lutar para mudar.

Por um lado fiquei triste, surpreso e (momentaneamente) sem sentido na vida, pois parece que todos os projetos de vida ficaram naquele momento/dia, sem sentido. Mas por outro lado, julgo que devo encarar isso de forma diferente e ver que este é um "mapa" que me vai ajudar a tocar em todas aquelas áreas que tenho que trabalhar.

Para já (e para não ficar aqui mais tempo a escrever, senão nem ia à cama esta noite...), ter-me separado dos "meus amigos" Escitalopram, tem dado muita luta, física e psicológica. Pois ando constantemente a fazer uma luta interna, que mais parece uma mesa de flippers, em que tento bater em todas as bolas que caem e batem nas paredes, para evitar que caíam no "buraco" (que é mesmo isso que se trata... um buraco).

Já que ninguém me as vais dar, assim tão em breve, aqui vai! :)
As melhoras!

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