Dia 27 de julho de 2020

Hoje (2ª feira, após a apresentação de 6ª feira), sinto que voltei a cair.
É como se me senti-se doente e sem força. E começo a ficar preocupado com isso, pois é a 2ª vez que sinto que isso me acontece em pouco tempo (Parece que algo vem de cima para baixo e me suga a energia. É como se tivesse um peso nos ombros, com a diferença que não sinto peso, mas sim uma falta de energia).

Estou numa luta comigo mesmo, para tentar não me ir mais abaixo. E a tentar mudar com "baby steps" o rumo que a minha mente está a querer levar de entrar na obscuridade.
Se calhar isto, foi o culminar de menosprezar durante demasiado tempo, os meus sentimentos. Para tentar sobreviver nesta "fase de 5 meses" que agora estou a terminar.
Agora o meu grande dilema é, por onde começar. Saber por onde poderei "parar" os sentimentos e perceber o que é que se está a passar, para que dessa forma me poder ajudar.

Tenho vontade de perceber o que se passou para trás (nesta última fase).
 - Mas se é passado, neste momento, se calhar, não interessa tanto saber o que se passou.
Talvez o mais adequado agora, é tentar perceber o presente e o que me está a causar este desconforto. Pois se não consegui ter melhor desempenho, é passado (embora possa estar ligado ao presente e ao futuro!)

Hoje estou triste!
Tenho dificuldade em lidar com aquilo que anda a ser dito nas minhas costas e pelo que fazem transparecer de mim.

Por vezes olho para a minha vida, como o andar de BTT. Pois se enfrentar um trilho/caminho com confiança, passo-o e vou fazendo coisas cada vez mais difíceis e de forma mais rápida (embora sempre com segurança!).
Mas se começar a pensar nos risco (como penso naquilo que os outros dizem ou fazem transparecer de mim), o mais provável é sempre nem enfrentar o caminho. Pois acabo por parar em frente a ele, pôr o pé no chão e ficar parado a pensar como o fazer e acabo por voltar para trás e cada caminho por onde passe depois, à mínima dificuldade atrapalho-me e penso que vou cair.

É mais um fase!
Uma fase difícil de lidar para mim.
O pior é que cada vez começo a pensar de forma mais nítida no caminho mais fácil (o desistir de viver e deixar tudo para trás).
Não quero pensar muito nisso, mas é inevitável, quando parece que o receio, falta de confiança e controlo das emoções não tem um fim.

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