Dia 11 de novembro de 2019

Tenho que escrever uma coisa antes que me esqueça!
Cheguei à conclusão que o meu adiar permanente (ou procrastinação) na procura e mudança de casa se pode dever a algo que está relacionado a algo que escrevi no último post (de dia 09 de novembro)... 🤔😢.
Se calhar este adiar pode estar relacionado com o facto de não a ver a "minha" vida, como tal (ou seja, como sendo realmente minha) e daí (penso eu!) estar a procurar o que os outros aprovariam, gostariam ou veriam como a vida ideal para mim. Quase como procurar algo que fosse comummente aceite pelos outros, de algo que é meu.
E isso leva-me a sentimentos maus ou negativos, que é a tristeza e a vontade de morrer. Embora nunca pense exaustivamente no suicídio, mas a vontade está presente, pois (novamente eu a pensar...) porque efetivamente não tenho vida ou vivo-a quase sem sentido, pois o sentido da vida acaba por ser o sentido dos outros e não o meu.

Dei por mim a pensar, se neste momento vivência-se a vida, como escolheria senti-la/vive-la  ou fazer? E a resposta que me surgiu foi: viver sozinho, sem ninguém; talvez na tentativa de não sofrer grandes desgostos e também não sentir a culpa, de dar desgostos a alguém (sim, pois acaba por ser sempre um desgosto, quer seja dos provocados diretamente das ações dos outros, quer seja dos que têm origem direta em mim, mas que no fundo tem a fundamentação de outros - se bem que nem de mim, nem de outros fico contente, embora a forma como vemos os outros e a vida, tem uma grande influencia na forma como vemos ou sentimos tudo à nossa volta).


Nota: Se calhar esta "maré de negativismo" esteja  a ser (também) influenciada pelo facto de se ter que negar uma visita de estudo à "P.". Não que eu sinta que se tem que negar (não por que ela mereça), mas porque está a ser mesmo mal organizada e não ser ao virar da esquina nem serem "3 tostões" (uma viagem à madeira, de avião, com alojamento e algumas centenas de euros à mistura).
Não me chateie com ela, mas com a mãe dela (nha dãma lol), não porque lhe negou a visita, mas sim porque não estava a ser capaz de a negar. Pois depois de alguma conversa e alguns dias de abordagem ao assunto, sem querer forçar ao ponto de a querer melindrar (pois percebi que isso a incomodava), chegou-se a uma "decisão conjunta" (embora fosse uma decisão da mãe) que ela não iria.
O que veio estragar foi que a mãe não aguentou a discussão e com o facto de dizer que não à filha (pois considera que não dá uma vida digna à filha...) e depois voltou com a palavra atrás e pediu mais informações à escola. E heis que foi ao meu limite (eu tive que colocar o meu limite e me chatear de forma "mais ou menos controlada" - mas é sempre é uma chatice).
E podem perguntar porque me tive que chatear, pois tínhamos conversado que eu ajudaria nos custos da viagem, mas não haveria passagem de ano em conjunto (e fora de casa).
O resultado foi que com esta oscilação e falta de segurança sobre a possibilidade de "despesas extra" eu (penso que tive que manter o controlo) e estabelecer limites em que cortaria as despesas e referi: "não contem comigo para nada da viagem, nem para pagar, nem para levar e esquece a passagem de ano".
A verdade é que não quero correr este risco controlado, pois se não tiver a colocar limites, futuramente elas as duas (quando vivermos todos juntos) podem passar de exceção a regra e tudo parecer fácil, quando o que é fácil agora, pode não vir a ser (se tivesse trabalho árduo para fazer, como carregar sacas de ração ou outra coisa, ainda podia pagar por saca carregada, assim não tenho forma de fazer mostrar o que "custa a ganhar").

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